Teleton 2026 bateu a meta de R$ 30 milhões; veja como consultar o resultado em 8 de novembro
O Teleton 2026 superou a meta de R$ 30 milhões para a AACD. Saiba onde conferir o resultado, o que se sabe sobre o total e como doar.
Informações verificadas em 7 de novembro de 2026, às 17h13 UTC (UTC+00:00).
Uma tempestade solar é uma liberação repentina de energia, partículas e, em alguns casos, grandes nuvens de plasma pelo Sol. Se uma dessas nuvens alcançar a Terra em condições favoráveis, ela pode perturbar o campo magnético do planeta e provocar uma tempestade geomagnética, capaz de produzir auroras e interferir em tecnologias.
Os fenômenos não são todos iguais: a radiação de uma explosão solar pode chegar à Terra em cerca de oito minutos, enquanto uma nuvem de plasma pode levar de horas a dias. A busca pelo termo não confirma que haja uma tempestade em andamento ou impactos no Brasil.
Destaques
O termo descreve diferentes manifestações de atividade intensa no Sol. Entre elas estão os flares, ou explosões solares, as tempestades de partículas energéticas e as ejeções de massa coronal, frequentemente chamadas pela sigla CME, do inglês coronal mass ejection.
Esses eventos podem acontecer juntos, mas não são sinônimos. Uma erupção pode liberar radiação, acelerar partículas e lançar uma nuvem de material solar; em outros casos, nem todos esses componentes estão presentes. A NASA explica os principais tipos de atividade solar e suas diferenças.
O Sol é formado por plasma, um gás quente com partículas eletricamente carregadas. Seus movimentos e sua rotação contribuem para torcer e reorganizar campos magnéticos. Em regiões ativas, frequentemente associadas a manchas solares, esses campos podem acumular energia.
Quando a configuração magnética muda rapidamente por um processo chamado reconexão magnética, parte dessa energia é liberada. Isso pode produzir um clarão de radiação, acelerar partículas ou impulsionar plasma da atmosfera externa do Sol, a coroa, para o espaço.
As manchas solares são regiões relativamente mais escuras e frias que o entorno, marcadas por campos magnéticos intensos. Sua presença ajuda os cientistas a identificar áreas ativas, mas uma mancha visível não permite afirmar, por si só, que haverá uma tempestade atingindo a Terra.
O flare solar é um aumento súbito de radiação emitida pelo Sol, que inclui raios X e ultravioleta. Essa radiação viaja à velocidade da luz e, quando o evento ocorre no lado voltado para a Terra, chega em aproximadamente oito minutos. Uma explosão intensa pode alterar a ionosfera, região da alta atmosfera importante para a propagação de sinais de rádio.
A ejeção de massa coronal é uma nuvem de plasma acompanhada por campo magnético. Diferentemente da radiação de um flare, ela precisa atravessar o espaço como matéria. Segundo a NASA, as ejeções mais rápidas podem chegar em cerca de 15 horas, enquanto as mais lentas levam vários dias.
Os dois fenômenos podem ocorrer juntos, mas um flare não garante que haverá uma ejeção, assim como uma ejeção pode acontecer sem um flare observado. Por isso, a intensidade do clarão, isoladamente, não determina a força de uma eventual tempestade geomagnética. A NASA detalha essa distinção.
O Sol libera continuamente o vento solar, um fluxo de partículas e campo magnético que atravessa o Sistema Solar. Uma ejeção de massa coronal ou uma corrente mais rápida desse vento pode comprimir e perturbar a magnetosfera, região dominada pelo campo magnético terrestre.
A intensidade da resposta depende de fatores como a velocidade da nuvem e a orientação de seu campo magnético. Quando esse campo aponta para o sul em relação ao da Terra, a interação pode ser mais forte. Nessa situação, mais energia é transferida para o ambiente magnético terrestre, favorecendo uma tempestade geomagnética, conforme explica o Observatório de Dinâmica Solar da NASA.
As auroras aparecem quando partículas energizadas interagem com gases da atmosfera, emitindo luz. Em geral, elas são mais frequentes perto dos polos; durante tempestades intensas, podem ser vistas em latitudes mais baixas. Sua ocorrência e visibilidade variam de evento para evento.
Satélites observam regiões ativas, flares e nuvens que saem do Sol. Depois de detectar uma ejeção, especialistas estimam sua trajetória e velocidade para avaliar se ela pode alcançar a Terra. Essas estimativas têm incertezas: observar uma erupção não basta para prever com precisão todos os efeitos que ela terá.
Quando uma nuvem se aproxima do planeta, medições do vento solar e de seu campo magnético ajudam a refinar os alertas. Ainda assim, a orientação magnética e a intensidade da interação podem surpreender os pesquisadores.
A agência norte-americana NOAA usa escalas separadas para diferentes tipos de fenômeno. Na escala geomagnética, G1 indica uma tempestade menor e G5, uma extrema. Essa escala mede a perturbação geomagnética; não deve ser confundida com as classes dos flares, como M e X, que descrevem a intensidade da radiação em raios X. Consulte as escalas de clima espacial da NOAA para interpretar os níveis e seus possíveis efeitos.
Para quem está na superfície, a atmosfera e o campo magnético da Terra oferecem proteção contra a radiação e a maior parte das partículas associadas a esses eventos. Em ambientes espaciais, astronautas podem estar mais expostos, e operadores monitoram a atividade solar para planejar medidas de proteção.
Na Terra, os efeitos indiretos dependem da intensidade e das características da tempestade. Comunicações por rádio, satélites e redes elétricas estão entre os sistemas que podem ser afetados em determinadas condições. Possibilidade, porém, não é confirmação de falha: para saber se há um risco específico, é necessário consultar os boletins e as medições referentes ao evento em questão.
Não. Uma ejeção de massa coronal pode seguir em outra direção, e mesmo uma nuvem que alcance a Terra não produz necessariamente uma tempestade geomagnética forte.
Depende do componente: a radiação de um flare leva cerca de oito minutos; uma ejeção de massa coronal pode levar de aproximadamente 15 horas a vários dias.
A atividade varia ao longo de um ciclo solar de aproximadamente 11 anos. Erupções tendem a ser mais comuns perto do máximo solar e menos frequentes perto do mínimo.
O Teleton 2026 superou a meta de R$ 30 milhões para a AACD. Saiba onde conferir o resultado, o que se sabe sobre o total e como doar.
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