A Xiaomi agora está planejando desenvolver seus próprios processadores móveis, como parte de um plano para reduzir sua dependência de fabricantes de chips como Qualcomm e MediaTek para suas necessidades de processadores móveis. Se for bem-sucedida, a Xiaomi se juntará à Apple e à Samsung, as únicas duas empresas que usam chips de silício internos em seus próprios smartphones.
Mais especificamente, a Xiaomi está trabalhando em um chip personalizado de 3 nm que será lançado no início de 2025 com desempenho comparável ao processador Snapdragon 8 Gen 1 da Qualcomm. Com seus próprios chips, a Xiaomi pode personalizá-los especificamente para atender às necessidades de seus dispositivos, o que pode ajudar a melhorar o desempenho e a eficiência.
A jornada da Xiaomi para desenvolver seu primeiro chipset personalizado foi bastante acidentada, começando com a série Surge S1, que a Xiaomi lançou no Mi 5c há cerca de sete anos, mas não obteve muito sucesso. Depois disso, o Surge S2 nunca se concretizou e ficou no papel devido a muitas barreiras financeiras e tecnológicas que a Xiaomi não conseguiu superar.
Felizmente, a determinação da gigante tecnológica chinesa nunca vacilou. No entanto, ainda pode haver muitos obstáculos que podem impedir o progresso da Xiaomi. Fazer suas próprias batatas fritas não é fácil. O desenvolvimento de chips móveis é uma tarefa complexa e cara. Veja o caso da Samsung, por exemplo. O fabricante coreano vem lutando com a linha Exynos há mais de uma década para acertar. No entanto, ainda há reclamações sobre problemas de desempenho nas variantes Exynos quando comparadas às variantes Snapdragon do mesmo modelo de smartphone.

Apesar dos riscos, a Xiaomi fez uma parceria com a ARM para ajudar a projetar seu chip personalizado. A fase de design do primeiro processador de 3 nm da empresa foi concluída recentemente, enquanto a produção em massa é esperada para 2025. A Xiaomi planeja fazer parceria com o renomado fabricante de semicondutores TSMC para fabricar esses chips de 3 nm, graças ao avançado processo de fabricação da empresa taiwanesa.
Vale ressaltar que a Xiaomi ainda enfrenta pressão externa dos Estados Unidos, já que ainda há restrições ao acesso de empresas chinesas a tecnologias avançadas de chips. O governo Biden restringiu a capacidade da China de comprar tecnologia de semicondutores de última geração. Com o governo Trump prestes a assumir o poder, novas regras foram propostas que restringiriam ainda mais a compra de chips por empresas chinesas, o que também é o motivo pelo qual a China começou a estocar tantos desses chips de última geração.
A Xiaomi provavelmente lançará um chipset de 3 nm no ano que vem, mas não há nenhuma atualização sobre se o chip será baseado no processo N3E da TSMC ou no nó N3P mais avançado. Além disso, não há informações sobre o cluster da CPU, GPU, uso de design ARM ou design de chipset personalizado. Resta saber se a empresa conseguirá desenvolver e lançar com sucesso o novo SoC para smartphones e qual será o desempenho do chip.