Ecoponto em Santo André: o que pode levar e como funciona
Veja o que levar ao ecoponto em Santo André, os limites mensais, documentos, horários, materiais proibidos e como escolher a Estação de Coleta correta.
Imagine a seguinte situação, usada aqui apenas como exemplo: Marcos mora no Rio de Janeiro e comprou uma televisão nova. A antiga, uma TV de tela plana que já apresenta falhas, ficou encostada na sala. Ela é grande demais para a lixeira do prédio, não deve entrar na coleta seletiva comum e ainda tem componentes eletrônicos que precisam de destinação adequada. A dúvida de Marcos é a mesma de muita gente: onde levar a televisão e qual opção faz mais sentido quando o aparelho é pesado ou já não funciona?
O ponto de partida é simples: televisão é equipamento eletroeletrônico. O Decreto federal nº 10.240/2020 institui a logística reversa obrigatória para produtos eletroeletrônicos de uso doméstico, e a relação atualizada pelo Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos inclui expressamente “aparelho de televisão”. Isso significa que o descarte deve priorizar canais preparados para receber esse tipo de equipamento e encaminhá-lo para tratamento e reciclagem adequados.
No exemplo, Marcos percebe que a televisão ainda liga, mas a imagem falha. Antes de decidir pelo descarte, vale avaliar se o aparelho pode ser consertado, doado ou destinado ao reuso. Essa etapa é útil porque prolongar a vida útil de um equipamento evita que ele entre prematuramente na cadeia de resíduos.
Se a TV estiver funcionando e segura para uso, uma doação direta pode ser mais apropriada do que o descarte. Se estiver quebrada, com tela trincada, sinais de superaquecimento, cheiro de queimado ou componentes expostos, o melhor é tratá-la como resíduo eletrônico e evitar desmontá-la em casa.

A Comlurb informa que resíduos eletrônicos não fazem parte da coleta seletiva convencional do município. Em seu material sobre separação de recicláveis, a companhia também lista partes de televisores entre os materiais que não devem ser colocados junto aos recicláveis usuais. A orientação municipal é procurar os canais de logística reversa ou outras formas de recebimento específicas para esse tipo de material.
Em termos práticos, isso significa que Marcos não deve deixar a TV na calçada sem solicitação, colocá-la ao lado de contêineres comuns nem tentar encaixá-la no fluxo de papel, plástico, metal e vidro da coleta seletiva. Além de dificultar a triagem, a televisão contém placas, cabos, vidro, plásticos e outros componentes que exigem tratamento específico.
Para consultar a orientação oficial da cidade, veja a página da Comlurb sobre materiais não recolhidos pela coleta seletiva.
Para um morador que consegue transportar a TV, essa costuma ser a rota mais direta. Entidades gestoras de logística reversa mantêm sistemas de busca de pontos de entrega. A ABREE permite informar o CEP e selecionar o produto a ser descartado; a própria entidade cita televisões entre os itens que podem ser encaminhados aos pontos cadastrados. A Green Eletron também disponibiliza um localizador de Pontos de Entrega Voluntária para eletroeletrônicos.
No caso de Marcos, o procedimento seria pesquisar primeiro um ponto próximo e, antes de sair de casa, confirmar se aquele endereço aceita televisão do tamanho e tipo que ele possui. Alguns pontos recebem somente equipamentos pequenos, enquanto outros têm estrutura para itens maiores. Como endereços, horários e categorias aceitas podem mudar, não é prudente depender de uma lista antiga.
Depois de escolher um ponto que confirme o recebimento, Marcos deve desligar a televisão, retirar o cabo da tomada e desconectar cabos HDMI, antena, videogame ou outros acessórios. Não é necessário desmontar placas, retirar componentes internos ou quebrar a carcaça. A ABREE inclusive orienta que o ideal é descartar o produto inteiro, evitando manuseio inadequado.
Se houver base ou pés removíveis que soltem sem ferramentas complexas, eles podem ser transportados junto com a TV. O controle remoto também pode ser entregue conforme a orientação do ponto escolhido; já pilhas removíveis devem seguir a logística reversa própria de pilhas e baterias.

Televisões de tela plana são frágeis e podem sofrer dano adicional com torção ou impacto. Se o aparelho ainda estiver inteiro, mantenha-o na posição vertical sempre que possível. Uma manta, cobertor ou a embalagem original ajuda a proteger a tela e as quinas durante o deslocamento. Para modelos grandes, duas pessoas reduzem o risco de queda.
No exemplo, Marcos pede ajuda para levar a TV até o carro e usa uma manta para evitar atrito. Ele não coloca objetos pesados sobre a tela e evita deixar o aparelho solto no porta-malas. Se a TV já estiver com vidro quebrado, a prioridade é impedir cortes e a dispersão de fragmentos; nesse caso, vale confirmar previamente com o ponto de recebimento qual forma de acondicionamento é aceita.

A Comlurb mantém ecopontos que recebem, entre outros materiais, bens inservíveis como móveis, colchões e eletrodomésticos. A companhia também possui um sistema para localizar o ecoponto mais próximo. Como a própria Comlurb direciona resíduos eletrônicos para logística reversa, a regra mais segura para uma televisão é confirmar a aceitação do aparelho específico antes do deslocamento, principalmente no caso de TVs grandes.
O município também lista televisores na página de remoção de bens inservíveis. Nessa tabela, “aparelho de TV grande (40″+)” aparece entre os itens de grande porte, enquanto TV, som, vídeo e vitrola aparecem entre os pequenos, com indicação de consulta à página de logística reversa. Assim, se Marcos não tiver carro ou não conseguir transportar a TV, ele pode consultar o serviço municipal e perguntar qual procedimento está disponível para seu endereço.
O canal oficial é o Portal 1746. A Comlurb também informa o telefone 1746; para quem liga de fora do código de área 21, o número indicado pela companhia é (21) 3460-1746. Para localizar estruturas municipais, consulte a página de ecopontos da Comlurb.
Outra possibilidade é perguntar ao varejista ou ao fabricante da nova televisão como funciona a logística reversa oferecida para equipamentos equivalentes. O Decreto nº 10.240/2020 organiza a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. Na prática, as formas de recebimento podem variar entre redes, marcas e locais, portanto a confirmação deve ser feita antes da compra ou da entrega.
Para Marcos, essa alternativa é especialmente conveniente se a loja oferecer retirada programada do aparelho antigo junto com a entrega do novo. Porém, não é correto presumir que toda loja faça coleta domiciliar gratuita; o serviço concreto depende das condições informadas pelo estabelecimento.
Ao entregar a TV em um ponto de recebimento apropriado, o consumidor transfere o equipamento para um fluxo de logística reversa. O sistema previsto no Decreto nº 10.240/2020 inclui recebimento e armazenamento temporário, transporte até pontos de consolidação quando necessário e destinação final ambientalmente adequada. O texto legal pode ser consultado no Decreto nº 10.240/2020.
A lista oficial de produtos abrangidos foi atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em 20 de setembro de 2024 e inclui “aparelho de televisão”. O documento está disponível no SINIR.

| Situação | Caminho prático | O que confirmar |
|---|---|---|
| TV pequena ou média e há transporte disponível | Buscar um ponto de logística reversa da ABREE ou Green Eletron | Se o local aceita televisão e qual o horário de atendimento |
| TV grande ou difícil de carregar | Consultar o 1746 e a remoção de bens inservíveis; verificar também pontos com estrutura para equipamentos grandes | Se há retirada, agendamento e regras para o endereço |
| Compra de uma TV nova | Perguntar ao varejista ou fabricante sobre recebimento do aparelho antigo | Se há coleta, custo, limite de tamanho e necessidade de agendamento |
| TV ainda funcionando | Avaliar reparo ou reuso antes do descarte | Se o aparelho está seguro e em condição real de uso |
Voltando ao exemplo: Marcos encontrou um ponto que confirmou receber televisores, desconectou os cabos, protegeu a tela e levou o aparelho sem desmontá-lo. Antes de considerar o processo concluído, ele pode fazer uma checagem simples:
Se essas condições estiverem atendidas, o descarte está alinhado com a lógica de coleta especializada e logística reversa. Como pontos, horários e serviços municipais podem mudar, a melhor prática é sempre verificar a informação no dia do descarte nos canais oficiais citados acima.
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