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Ecoponto em Ribeirão Preto: o que pode levar, limites e como funciona em 2026
Ecoponto em Ribeirão Preto: o que pode levar, limites e como funciona em 2026
Há uma mudança importante para quem usa os Ecopontos de Ribeirão Preto em 2026: desde 2 de fevereiro, o limite de entrega de vários materiais foi ampliado de 1 m³ para 2 m³ por pessoa, e a rede passou a receber também gesso e lâmpadas. Para o morador, isso significa que pequenas reformas, podas e descartes domésticos volumosos podem ser resolvidos com menos viagens, desde que cada material esteja dentro do limite e seja levado separado.
Em 26 de setembro de 2026, a página oficial do município informava oito Ecopontos em operação, todos com atendimento diário das 7h às 19h. A Prefeitura também anunciou em setembro novas obras para ampliar a rede, mas esses projetos não devem ser confundidos com unidades já abertas. Para decidir onde levar seus resíduos hoje, vale usar a lista operacional publicada pela Prefeitura.
Os Ecopontos são pontos de entrega voluntária e gratuita. Eles não substituem a coleta domiciliar comum nem funcionam como destino irrestrito para qualquer tipo ou quantidade de resíduo. O melhor resultado é chegar com os materiais previamente separados, dentro dos limites e prontos para serem colocados na caçamba ou área indicada pelo funcionário.
O que pode levar ao Ecoponto de Ribeirão Preto
A lista atual da Prefeitura é ampla. Ela inclui recicláveis secos, entulho de pequenas obras, resíduos verdes, móveis e outros volumosos, eletrodomésticos, eletrônicos, pneus, MDF, gesso, latas com restos de tinta, lâmpadas e isopor limpo e seco. A página oficial também informa a destinação de óleo vegetal por meio de parceria de logística reversa.
Tipo de resíduo
Exemplos
Limite informado
Recicláveis secos
Papel, papelão, plástico, metal, vidro e embalagem longa vida
2 m³
Resíduos da construção civil Classe A
Tijolos, blocos, telhas, cerâmica, argamassa, concreto e solo
2 m³
Resíduos verdes
Galhos, cascas, folhas e flores, preferencialmente ensacados
2 m³
Volumosos
Móveis, colchões, sofás, armários e estantes
2 m³ ou 2 unidades
Eletrodomésticos e eletrônicos
Geladeira, fogão, máquina de lavar, computador, TV, celular, rádio, pilhas, baterias e lâmpadas LED
2 m³ ou 2 unidades
Pneus
Pneus de carro, moto e bicicleta
4 unidades
MDF
Chapas, peças e móveis desmontados
2 m³
Gesso
Resíduo de gesso de pequenas obras
2 m³
Latas de tinta
Latas com restos de tinta à base d’água ou solvente
5 unidades
Lâmpadas
Comuns, fluorescentes e incandescentes; LED entra junto dos eletrônicos
Sem quantidade máxima indicada na página oficial
Isopor
Poliestireno expandido limpo e seco
1 saco de 3 litros
Esses limites foram consultados na página oficial dos Ecopontos de Ribeirão Preto. Como regras operacionais podem mudar, confirme a tabela antes de levar um volume próximo do máximo permitido.
O que mudou em 2026 e por que isso importa
A atualização mais relevante deste ano entrou em vigor em 2 de fevereiro de 2026. A Prefeitura elevou de 1 m³ para 2 m³ o limite de vários tipos de resíduos e incluiu gesso e lâmpadas entre os materiais recebidos. A mudança foi divulgada oficialmente pela Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria na comunicação sobre a ampliação dos serviços dos Ecopontos.
Na prática, uma pequena retirada de piso cerâmico, por exemplo, pode caber no serviço municipal se estiver dentro do limite de RCC Classe A. O mesmo vale para uma poda doméstica ensacada. Já uma obra que gere caçambas sucessivas de entulho continua fora da lógica de “pequeno volume” e exige outro planejamento de destinação.
Também houve uma nova etapa de expansão anunciada em setembro de 2026. A Prefeitura informou o início de obras de um novo Ecoponto no Complexo Ribeirão Verde e um plano para implantar outras unidades. Como obras anunciadas não equivalem a unidades abertas ao público, a referência prática continua sendo a relação oficial de oito Ecopontos em operação até que a própria Prefeitura atualize esse cadastro.
Como usar o Ecoponto sem perder a viagem
1. Separe os resíduos antes de sair de casa
Não coloque tudo no mesmo saco ou no mesmo monte. Separe papelão e recicláveis secos, restos de poda, eletrônicos, entulho, lâmpadas e demais categorias. Essa preparação facilita a orientação no local e evita que materiais incompatíveis acabem na mesma caçamba.
O objetivo não é deixar o resíduo “bonito”, e sim identificável. Papelão pode ser dobrado; folhas e pequenos resíduos verdes podem ser ensacados; peças de entulho podem ser transportadas em recipientes resistentes; eletrônicos devem permanecer inteiros sempre que possível. Não quebre lâmpadas para ocupar menos espaço.
Separar papelão, eletrônicos e resíduos verdes antes da viagem ajuda a descarregar cada material na área correta do Ecoponto.
2. Confira o volume e o tipo de material
Dois metros cúbicos não significam “qualquer quantidade que caiba no carro”. Trata-se de um volume definido, e alguns materiais têm limites específicos por unidade. Um sofá e um colchão, por exemplo, entram na categoria de volumosos, que a Prefeitura limita a 2 m³ ou 2 unidades. Pneus têm limite de quatro unidades; latas de tinta, cinco.
Se o descarte excede muito esses valores, dividir artificialmente uma carga grande em várias viagens pode não ser compatível com a finalidade do serviço. O Ecoponto é voltado à entrega voluntária de resíduos em quantidades limitadas pela população. Para grandes volumes de obra ou descarte comercial recorrente, procure um transportador e uma destinação adequados ao tipo de resíduo.
3. Vá a uma unidade em operação, entre 7h e 19h
Os oito Ecopontos listados atualmente pela Prefeitura funcionam todos os dias, das 7h às 19h. Os endereços publicados são:
Alexandre Balbo: Avenida Ettore e Aurora Corauci, 1375.
Jardim Centenário: Rua Arthur Ramos, 1185.
Jardim Santos Dumont: Rua Guará, 2225.
Jardim das Palmeiras II: Rua Poeta Fernando Pessoa, 15.
Adelino Simioni: Avenida General Euclides Figueiredo, 120.
Jardim Diva Tarlá de Carvalho: Avenida Dr. Fernando Mendes Garcia, 3480.
Como interdições, manutenção ou mudanças operacionais podem ocorrer sem que um artigo permaneça atualizado, consulte a página oficial no dia da visita se a viagem for longa ou se você estiver levando um material menos comum.
Ao chegar, siga a orientação do funcionário e mantenha os materiais separados no veículo para facilitar o descarregamento.
4. Descarregue cada material na área indicada
O funcionamento do Ecoponto pressupõe que o próprio usuário leve e descarregue os resíduos nos locais destinados a cada categoria, com orientação dos agentes. Não deixe sacos ou móveis do lado de fora do portão, mesmo que a unidade esteja fechada. Isso deixa o material fora do fluxo controlado e pode caracterizar descarte irregular.
Para pequenos resíduos de obra, mantenha concreto, tijolo, telha, argamassa e solo separados de lixo doméstico, madeira tratada, embalagens contaminadas e outros materiais. O RCC Classe A recebido pelo município segue para a usina municipal de reciclagem de entulho.
Entulho aceito como RCC Classe A deve ir para a caçamba específica, sem mistura com lixo comum ou resíduos que tenham outra destinação.
Eletrônicos, eletrodomésticos, pilhas e lâmpadas: há diferença?
Sim. A lista municipal inclui geladeiras, fogões, lavadoras, celulares, computadores, televisores, rádios, baterias, pilhas e lâmpadas LED na categoria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, limitada a 2 m³ ou 2 unidades conforme a tabela publicada. A Prefeitura informa que esses equipamentos são recolhidos pela ABREE em parceria com o município e seguem para logística reversa de seus componentes.
Para lâmpadas, a tabela faz uma distinção útil: lâmpadas comuns, fluorescentes e incandescentes aparecem numa categoria própria, sem quantidade máxima indicada; as de LED devem ser descartadas junto aos resíduos eletrônicos. Independentemente do tipo, transporte lâmpadas inteiras e protegidas contra quebra.
Eletrodomésticos e eletrônicos devem permanecer separados das demais cargas para seguir o fluxo de logística reversa indicado pelo município.
O que merece atenção antes de levar
Nem tudo que “não cabe no lixo comum” está automaticamente autorizado no Ecoponto. A página oficial publica uma lista positiva de materiais recebidos e seus limites. Se o seu resíduo não aparece ali — por exemplo, um produto químico específico, material contaminado ou resíduo industrial — não presuma que será aceito. Procure orientação municipal ou a logística reversa correspondente antes do transporte.
O mesmo vale para resíduos de atividade profissional. Os Ecopontos são apresentados como serviço de entrega voluntária pela população e têm limites claramente definidos. Uma empresa que gera volumes regulares de entulho, resíduos de produção ou grande quantidade de eletrônicos precisa verificar as obrigações próprias de gerenciamento e destinação, em vez de tratar a rede como substituta de um serviço profissional.
Isopor: o limite oficial chama atenção
A tabela municipal registra poliestireno expandido — o conhecido isopor — desde que esteja limpo e seco, com limite de 1 saco de 3 litros. Esse valor é muito menor do que os limites em metros cúbicos das outras categorias e pode parecer incomum para quem tem várias placas ou embalagens grandes. Por isso, se você tem um volume significativo, confirme a regra atual diretamente na página oficial antes de carregar o veículo.
Essa é uma boa regra geral: quanto mais seu material estiver perto do limite, ou quanto mais atípico for o descarte, maior a vantagem de verificar a orientação atual antes de sair.
Para onde vai o material depois da entrega?
A Prefeitura informa destinos diferentes conforme a categoria. Recicláveis secos seguem para cooperativas de reciclagem, responsáveis pela triagem e processamento. Resíduos da construção civil vão para a Usina de Reciclagem de Entulho do município. Resíduos verdes e volumosos seguem para transbordo e depois para destinação ambientalmente adequada. Eletrônicos, pneus e óleo vegetal têm fluxos de logística reversa por meio de parcerias específicas.
Essa separação explica por que não é indiferente colocar tudo na mesma caçamba. O Ecoponto funciona como um ponto organizado de entrada em vários fluxos de tratamento; a qualidade da separação na origem ajuda o material a seguir o caminho correto.
Quando o Ecoponto não é a melhor opção
O Ecoponto deixa de ser a solução adequada quando o material não está na lista de aceitos, quando o volume ultrapassa claramente os limites, quando há geração comercial ou industrial recorrente que exige gerenciamento próprio ou quando o resíduo oferece risco que não está contemplado pelo serviço.
Também não há vantagem em dirigir até um Ecoponto apenas com recicláveis secos se a coleta seletiva já atende sua região e o volume pode ser entregue normalmente por esse serviço. O município mantém coleta domiciliar e coleta seletiva; o Ecoponto é especialmente útil para materiais que não devem seguir no lixo doméstico, para volumes específicos e para situações em que a entrega voluntária resolve melhor o descarte.
Checklist rápido antes de sair
Identifique cada tipo de resíduo e confira se aparece na lista oficial.
Separe os materiais por categoria; não misture entulho, recicláveis, eletrônicos e resíduos verdes.
Confira o limite: 2 m³ é comum em várias categorias, mas há exceções por unidade.
Proteja lâmpadas contra quebra e mantenha eletrônicos inteiros sempre que possível.
Verifique qual dos oito Ecopontos em operação é mais conveniente.
Planeje chegar dentro do horário oficial, diariamente das 7h às 19h.
Siga a orientação do funcionário e descarregue na caçamba correta.
Se o material ou o volume não estiver claramente previsto, confirme antes de transportar.
Em resumo
Usar um Ecoponto em Ribeirão Preto é simples quando o descarte está dentro das categorias e limites publicados: você separa o material, leva gratuitamente a uma unidade em operação e descarrega no local indicado. A principal atualização de 2026 foi favorável ao morador, com o aumento do limite de vários materiais para 2 m³ e a inclusão de gesso e lâmpadas.
Ao mesmo tempo, a rede está em expansão. Há novas obras anunciadas, mas, para uma decisão prática hoje, a referência deve ser a página oficial que mantém oito unidades operacionais e seus endereços. Essa distinção evita transformar um anúncio de obra em informação de serviço já disponível.