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Auxílio-doença 2026: como pedir pelo Meu INSS passo a passo
Auxílio-doença 2026: como pedir pelo Meu INSS passo a passo
Quem ficou temporariamente sem condições de trabalhar pode solicitar ao INSS o benefício chamado oficialmente de auxílio por incapacidade temporária, conhecido durante muitos anos como auxílio-doença. Em 2026, o pedido começa pelo Meu INSS e pode ser concluído pela internet, mas o Instituto pode convocar o segurado para uma perícia médica. Este guia explica o caminho para quem nunca usou o serviço, os documentos que fazem diferença e os cuidados para não transformar um pedido simples em uma sequência de pendências.
As orientações abaixo foram conferidas na página oficial do serviço em 16 de setembro de 2026. A página informa atualização em 20 de agosto de 2026; menus e telas podem mudar, portanto os nomes dos comandos devem ser comparados com o que aparece na versão atual do Meu INSS.
O que é o auxílio por incapacidade temporária?
É um benefício previdenciário para a pessoa que comprovar, por avaliação médica do INSS, incapacidade temporária para exercer seu trabalho ou sua atividade habitual por período superior a 15 dias. A palavra “temporária” é importante: o benefício não é uma aposentadoria e não significa que toda doença gere pagamento. O INSS analisa a incapacidade para a atividade exercida, além dos demais requisitos previdenciários.
Em regra, o segurado precisa manter a qualidade de segurado, isto é, estar protegido pelo sistema previdenciário no momento relevante, e cumprir a carência, número mínimo de contribuições exigido para determinados benefícios. Para o auxílio por incapacidade temporária, a regra geral é de 12 contribuições mensais. Há situações previstas em lei que podem alterar essa exigência, por isso um caso de acidente, doença relacionada ao trabalho ou outra hipótese específica não deve ser avaliado apenas por uma lista genérica da internet.
O diagnóstico, sozinho, não substitui a comprovação de que a pessoa não consegue realizar seu trabalho. O relatório médico deve explicar a condição clínica e o período estimado de afastamento, para que a perícia possa relacionar a informação de saúde às tarefas profissionais.
Antes de começar: prepare os documentos
Deixe os arquivos e documentos ao alcance antes de abrir o requerimento. A página oficial do serviço lista:
documento de identificação com foto, como RG, CIN, CNH ou CTPS;
CPF;
atestado, laudo ou relatório médico legível e sem rasuras;
se houver representante, documento de identificação e CPF dele, além do comprovante de representação legal ou procuração aceita pelo INSS.
O documento médico precisa conter o nome completo do paciente, a data de emissão, o período estimado de repouso — de até 180 dias conforme a orientação do serviço —, assinatura e identificação do profissional com registro no CRM, CRO ou RMS, inclusive assinatura eletrônica quando aplicável, além da doença ou do CID. CID é a sigla de Classificação Internacional de Doenças; ele identifica a condição informada pelo profissional.
Confira se a imagem ou digitalização permite ler todos esses elementos. Um arquivo bonito, mas desfocado, cortado ou com dados divergentes, pode gerar exigência. Não altere o documento médico para “corrigir” datas ou informações; se houver erro, peça ao profissional de saúde que emita uma versão correta.
Como pedir pelo Meu INSS em 8 etapas
1. Acesse o Meu INSS com sua conta gov.br
Abra o aplicativo Meu INSS ou o portal oficial do serviço. O acesso exige conta gov.br nos níveis Bronze, Prata ou Ouro. Informe o CPF e entre com a senha da conta. Se ainda não tiver cadastro, use o fluxo oficial de criação da conta antes de iniciar o pedido. Nunca compartilhe sua senha ou código de validação com terceiros, mesmo que alguém se ofereça para “agilizar” o benefício.
A tela de acesso do Meu INSS exibe o campo para CPF e o botão Entrar com gov.br, etapa inicial para abrir o pedido. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
2. Pesquise o serviço correto
Depois do login, localize o campo “Do que você precisa?”. Digite Benefício por incapacidade. A busca pode mostrar mais de uma opção; leia a descrição, pois “consultar pedido”, “enviar documentos” e “agendar perícia” têm finalidades diferentes. Para um requerimento novo, prossiga para a opção de novo benefício.
Na tela inicial do Meu INSS, a busca Benefício por incapacidade aparece acima dos serviços em destaque. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
3. Selecione “Pedir Novo Benefício”
Escolha “Pedir Novo Benefício” e confirme que a modalidade apresentada corresponde ao auxílio por incapacidade temporária. O serviço oficial também usa o nome antigo entre parênteses, “auxílio-doença”. Se você já tem um pedido aberto, não crie outro automaticamente: primeiro consulte o requerimento existente para evitar duplicidade e informações desencontradas.
Entre os resultados da busca, Pedir Novo Benefício está selecionado para iniciar a solicitação do auxílio por incapacidade temporária. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
4. Confira os dados pessoais e responda ao fluxo
O sistema apresentará etapas de identificação e perguntas sobre o pedido. Leia cada tela e corrija o que estiver sob sua responsabilidade. Nome, CPF e contatos devem estar coerentes com seus documentos. Responda sobre a atividade e o afastamento com precisão, sem aumentar o período ou descrever uma função diferente apenas para tentar cumprir um requisito. Se a tela indicar que determinado dado cadastral precisa ser atualizado, siga a orientação mostrada e guarde a informação sobre o que foi alterado.
O formulário mostra a etapa de dados pessoais, que deve ser conferida antes de continuar o requerimento. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
5. Anexe o atestado e os documentos solicitados
Na etapa de envio, inclua o documento médico e os demais comprovantes indicados pelo próprio sistema. O atestado precisa estar inteiro, legível e com os elementos exigidos: paciente, emissão, afastamento, identificação profissional e doença ou CID. Faça uma conferência visual depois do carregamento; às vezes a primeira página é anexada, mas uma informação essencial está no verso ou em outra folha.
Use arquivos que você consiga abrir antes de anexar e não fotografe com reflexo, sombra ou corte nas bordas. Se o Meu INSS sinalizar limite, formato ou falha de carregamento, siga a instrução exibida na tela. O artigo não fixa um formato ou tamanho universal porque esses detalhes de upload podem variar conforme o canal e a atualização do serviço.
A etapa Enviar documentos apresenta a área de anexos e um arquivo de atestado médico já incluído no pedido. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
6. Revise e envie o requerimento
Antes de tocar em “Enviar pedido”, revise o resumo. Confirme se o benefício escolhido é o correto, se o atestado corresponde ao paciente, se a data e o período de repouso estão visíveis e se todos os anexos foram incluídos. Leia as declarações apresentadas pelo sistema e marque-as somente se forem verdadeiras. Após enviar, salve o protocolo ou faça uma captura da confirmação para localizar o pedido mais tarde.
Antes do envio, a tela Revisar e enviar reúne o atestado anexado e as declarações que precisam ser conferidas. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
7. Acompanhe em “Consultar Pedidos”
O envio não encerra o processo. Entre novamente no Meu INSS, abra “Consultar Pedidos”, localize o requerimento e leia o status. “Em análise” significa que o pedido ainda está sendo examinado; não é aprovação nem negativa. Consulte também as mensagens e eventuais exigências. Se o INSS solicitar informação ou documento complementar, a própria tela deverá indicar como cumprir a exigência e qual prazo observar.
Em Consultar Pedidos, o requerimento de auxílio por incapacidade temporária aparece com o status Pedido em análise. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
8. Verifique se houve convocação para perícia
O requerimento pode resultar em convocação para perícia médica. Abra os detalhes do pedido e confira data, local e orientações quando forem disponibilizados. Compareça levando documento de identificação e os documentos médicos pertinentes, especialmente os originais ou versões completas que expliquem a incapacidade. Não falte por presumir que o pedido online substitui a avaliação: o canal digital inicia o requerimento, mas a análise pode exigir exame presencial.
Os detalhes do pedido exibem a sequência de recebimento, agendamento de perícia, perícia médica, análise e resultado. As telas são ilustrativas e os nomes ou a posição dos comandos podem mudar com as atualizações do aplicativo e do portal.
Quanto tempo demora e onde aparece a resposta?
A página oficial informa prazo de até 45 dias corridos para a etapa do serviço. Esse é o prazo indicado na descrição governamental, não uma promessa de concessão nem garantia de que uma perícia ocorrerá antes dele. A resposta deve ser consultada no Meu INSS, em “Consultar Pedidos”: informe CPF e senha, abra o pedido e selecione os detalhes. Leia a decisão completa e as orientações seguintes, em vez de interpretar apenas uma cor ou uma etiqueta de status.
Erros que mais atrapalham um pedido
Escolher um serviço parecido: “Agendar Perícia Médica” e “Pedir Novo Benefício” não são necessariamente a mesma etapa. Comece pelo requerimento de benefício e siga o fluxo que o sistema apresentar.
Enviar atestado incompleto: sem data de emissão, período de afastamento, identificação profissional ou informação da doença, o documento pode não sustentar a análise.
Mandar imagem ilegível: desfoque, corte, reflexo e rasuras dificultam a conferência.
Ignorar a exigência: um pedido em análise pode parar aguardando documento. Consulte o Meu INSS com frequência razoável e observe o prazo exibido no próprio requerimento.
Perder a perícia: uma convocação exige atenção a data, horário, endereço e documentos solicitados.
Duplicar pedidos: se já existe requerimento, acompanhe-o antes de abrir outro. Dois pedidos não corrigem automaticamente uma documentação insuficiente.
Confundir doença com incapacidade: descreva as limitações reais para o trabalho, sem substituir a avaliação do médico assistente ou do perito.
Se o aplicativo ou portal apresentar falha
Se o sistema estiver indisponível, a orientação oficial é usar o telefone 135. O atendimento funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília. Tenha CPF, dados do pedido e anotações do erro em mãos. O telefone é um canal de orientação e solicitação quando o sistema não estiver funcionando; confirme com o atendente qual procedimento se aplica ao seu caso.
Checklist final para o novo segurado
Tenho acesso à conta gov.br e sei minha senha.
Meu documento de identificação e CPF estão disponíveis.
O relatório médico está legível, sem rasuras e contém todos os dados exigidos.
Escolhi “Pedir Novo Benefício” para iniciar um requerimento, não apenas para consultar outro.
Revisei dados, anexos e declarações antes do envio.
Salvei o protocolo e sei onde abrir “Consultar Pedidos”.
Verificarei mensagens, exigências e eventual convocação para perícia.
O caminho digital reduz deslocamentos, mas não elimina a responsabilidade de comprovar a incapacidade e acompanhar o processo. Quando houver dúvida sobre carência, qualidade de segurado ou uma condição médica específica, use os canais oficiais e procure orientação profissional individualizada.