Informações verificadas em 7 de novembro de 2026, às 09h11 UTC.
A covid-19 pode causar febre, tosse, cansaço, dor de garganta e coriza, mas também pode ocorrer sem sintomas. A doença se transmite principalmente pelo ar, por partículas respiratórias liberadas por uma pessoa infectada ao respirar, falar, tossir ou espirrar. O risco aumenta na proximidade de alguém infectado e em ambientes fechados e mal ventilados.
Como os sintomas se confundem com os de outras infecções respiratórias, não é possível confirmar covid apenas pela aparência do quadro. Reconhecer as formas de transmissão ajuda a escolher medidas de proteção mesmo antes de um resultado de teste.
Destaques
- Febre, tosse, fadiga, dor de garganta e coriza estão entre os sintomas possíveis; algumas pessoas não apresentam sinais.
- O vírus pode ser transmitido antes do início dos sintomas e por pessoas assintomáticas.
- Ventilação, máscaras bem ajustadas e vacinação ajudam a reduzir riscos, cada medida com sua função.
- Um teste rápido de antígeno negativo, isoladamente, não descarta a infecção.
Quais são os sintomas mais comuns da covid?
A covid-19 é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e pode se manifestar de maneiras diferentes. Segundo o Ministério da Saúde, sinais frequentes incluem febre ou calafrios, tosse, cansaço, dores musculares e dor de cabeça. Também podem aparecer dor de garganta, congestão nasal ou coriza.
Alterações no olfato ou no paladar e diarreia também podem ocorrer. A febre não é obrigatória: uma pessoa pode ter covid mesmo sem apresentá-la. A intensidade varia de um quadro leve a uma doença grave, e algumas pessoas infectadas não percebem sintomas.
Não existe uma combinação de sinais que, sozinha, permita distinguir com segurança a covid de gripe, resfriado ou outras doenças. O contexto da exposição e os testes podem ajudar na avaliação. Pessoas com maior risco de agravamento devem procurar orientação de saúde cedo, pois tratamentos indicados para determinados pacientes precisam começar nos primeiros dias.
Como a covid é transmitida?
A principal via é a inalação de partículas respiratórias que contêm o vírus. Elas saem de uma pessoa infectada não apenas quando ela tosse ou espirra, mas também durante a respiração e a fala. Essas partículas têm tamanhos diferentes: algumas podem permanecer suspensas e se acumular no ar, sobretudo onde há pouca renovação.
Estar perto de uma pessoa infectada aumenta a chance de exposição. Compartilhar por mais tempo uma sala fechada e mal ventilada também pode elevar o risco, inclusive a uma distância maior. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o vírus também pode chegar ao organismo quando alguém toca uma superfície contaminada e depois leva a mão aos olhos, ao nariz ou à boca.
Isso explica por que abrir portas e janelas, melhorar a circulação do ar e evitar aglomerações em espaços fechados são medidas úteis. Higienizar as mãos e limpar objetos compartilhados também contribuem para a prevenção, sem substituir os cuidados com o ar.
Uma pessoa sem sintomas pode transmitir o coronavírus?
Sim. A transmissão pode ocorrer nos dias anteriores ao aparecimento dos sintomas e também por alguém que nunca venha a apresentá-los. Por isso, não é possível avaliar o risco de contágio apenas observando se uma pessoa parece doente.
A OMS informa que os sintomas costumam começar entre três e seis dias após a exposição, embora esse intervalo varie. O tempo entre o contato e o início dos sintomas é chamado de período de incubação; ele não deve ser confundido com um período fixo de transmissão para todas as pessoas.
Como reduzir o risco de pegar ou transmitir covid?
Combinar medidas é especialmente útil em locais fechados, com muitas pessoas ou pouca ventilação, e quando há alguém com maior risco de complicações. A nota técnica do Ministério da Saúde sobre prevenção de vírus respiratórios recomenda, entre outras ações:
- Melhorar a ventilação, por exemplo abrindo portas e janelas quando possível.
- Usar máscara bem ajustada, preferencialmente PFF2 ou N95, em situações de maior risco, especialmente com sintomas respiratórios, após contato próximo ou para pessoas vulneráveis.
- Higienizar as mãos com água e sabão ou preparação alcoólica a 70% e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar.
- Manter a vacinação em dia conforme as recomendações brasileiras aplicáveis à idade e à condição de saúde.
As vacinas protegem principalmente contra formas graves e morte. Elas não eliminam totalmente a possibilidade de infecção ou transmissão; por isso, continuam sendo úteis as demais medidas, sobretudo para proteger pessoas vulneráveis.
O teste negativo descarta covid?
Não necessariamente. O resultado depende, entre outros fatores, do momento da coleta e do tipo de exame. Um teste de antígeno pode não detectar uma infecção existente, especialmente no início. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos orientam que um resultado negativo de antígeno em pessoa com sintomas seja repetido conforme as recomendações aplicáveis ou confirmado por teste molecular.
No Brasil, siga as orientações do serviço de saúde e as instruções do teste utilizado. Se houver dificuldade para respirar, dor ou pressão persistente no peito, confusão ou coloração azulada nos lábios ou no rosto, procure atendimento de urgência.
Perguntas frequentes
Covid sempre dá febre?
Não. A febre é possível, mas sua ausência não exclui a doença.
Quem já teve covid pode pegar novamente?
Sim. A imunidade pode diminuir com o tempo, e reinfecções são possíveis.
Covid passa pelo contato com objetos?
É possível se infectar ao tocar uma superfície contaminada e depois tocar olhos, nariz ou boca. A transmissão pelo ar é a principal via.