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INSS 2026: como ficou a tabela de contribuição e quanto cada faixa paga
INSS 2026: como ficou a tabela de contribuição e quanto cada faixa paga
Em 2026, a tabela de contribuição ao INSS para empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos continua progressiva: a alíquota começa em 7,5% e sobe por faixas até 14%. O salário mínimo usado como piso previdenciário passou a R$ 1.621,00, e o teto do salário de contribuição ficou em R$ 8.475,55.
Para entender o efeito prático, acompanhe um exemplo hipotético: Carlos trabalha com carteira assinada e recebe R$ 4.000,00 por mês. Ele não paga 12% sobre todo o salário. Como a contribuição é progressiva, cada pedaço da remuneração é tributado pela alíquota da faixa correspondente. Carlos é um personagem fictício usado apenas para ilustrar o cálculo; o desconto real depende da remuneração e da situação de cada segurado.
A contribuição ao INSS em 2026 depende da faixa salarial e, para empregados, é calculada de forma progressiva sobre partes do salário.
Tabela do INSS 2026 para empregado, doméstico e trabalhador avulso
Segundo a tabela oficial do Instituto Nacional do Seguro Social, válida a partir da competência janeiro de 2026, as faixas são:
Salário de contribuição
Alíquota
Até R$ 1.621,00
7,5%
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84
9%
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27
12%
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55
14%
Esses valores constam da tabela mensal oficial do INSS, atualizada em 13 de janeiro de 2026, e derivam da Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026.
O que significa contribuição progressiva?
Progressiva significa que a alíquota maior não incide sobre todo o salário. Ela vale apenas para a parcela que ultrapassa a faixa anterior.
No exemplo de Carlos, que recebe R$ 4.000,00, o cálculo é dividido assim:
7,5% sobre os primeiros R$ 1.621,00;
9% sobre a parcela entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84;
12% sobre a parcela entre R$ 2.902,85 e R$ 4.000,00.
Usando as faixas oficiais, a contribuição aproximada de Carlos fica em R$ 368,60. Isso corresponde a uma alíquota efetiva de cerca de 9,2% sobre o salário de R$ 4.000,00, menor do que 12% justamente porque o cálculo é feito por faixas.
Exemplo de cálculo para salário de R$ 4.000,00
Parcela do salário
Alíquota
Contribuição aproximada
R$ 1.621,00
7,5%
R$ 121,58
R$ 1.281,84
9%
R$ 115,37
R$ 1.097,16
12%
R$ 131,66
Total
—
R$ 368,61
Pequenas diferenças de centavos podem aparecer em folha por critérios de arredondamento. O importante é entender que a incidência respeita cada faixa.
E quem ganha acima do teto do INSS?
Em 2026, o salário de contribuição está limitado a R$ 8.475,55. Isso significa que, para empregados, a contribuição não continua aumentando indefinidamente acima desse valor: o cálculo para fins previdenciários fica limitado ao teto.
Se Carlos, no exemplo, recebesse R$ 10.000,00, a contribuição previdenciária do empregado continuaria sendo calculada apenas até o teto de R$ 8.475,55.
Quanto paga quem contribui por conta própria?
Para contribuinte individual e segurado facultativo, a lógica muda. A tabela oficial do INSS traz três possibilidades principais em 2026:
Plano
Base de contribuição
Alíquota
Valor em 2026
Facultativo de baixa renda
R$ 1.621,00
5%
R$ 81,05
Plano simplificado
R$ 1.621,00
11%
R$ 178,31
Plano normal
De R$ 1.621,00 a R$ 8.475,55
20%
De R$ 324,20 a R$ 1.695,11
A alíquota de 5% tem regras específicas e não está disponível para qualquer segurado. O INSS informa que o Facultativo de Baixa Renda precisa, entre outros requisitos, não exercer atividade remunerada, estar inscrito no Cadastro Único e manter esse cadastro atualizado.
E o MEI em 2026?
O Microempreendedor Individual também aparece na tabela oficial com contribuição previdenciária de 5% sobre o salário mínimo. Com o piso de R$ 1.621,00 em 2026, a parcela previdenciária corresponde a R$ 81,05.
Esse valor é apenas a parte destinada ao INSS dentro do DAS-MEI. Dependendo da atividade, podem existir também os valores fixos de ICMS e/ou ISS. Por isso, não é correto tratar R$ 81,05 como o total do DAS para todos os MEIs.
Qual a diferença entre 5%, 11% e 20%?
As alíquotas representam planos previdenciários diferentes, com regras e efeitos distintos. O plano de 20% é o plano normal. As alíquotas de 5% e 11% são modalidades reduzidas destinadas a situações específicas.
Quem pretende escolher entre planos deve verificar não apenas o valor mensal, mas também os direitos associados a cada modalidade e a possibilidade de complementação futura. Uma alíquota menor reduz o desembolso imediato, mas pode limitar a forma de aproveitamento da contribuição.
O que acontece quando há dois empregos?
Quando um empregado possui vínculos concomitantes, ou seja, trabalha para mais de um empregador ao mesmo tempo, o INSS orienta que as remunerações sejam somadas para definir a faixa aplicável, respeitando o teto do salário de contribuição.
Isso evita que cada vínculo seja analisado isoladamente como se o trabalhador estivesse sempre na primeira faixa. Para quem tem dois empregos, é importante informar a existência do outro vínculo ao setor responsável pela folha para reduzir o risco de desconto incorreto.
E o décimo terceiro salário?
O décimo terceiro não deve ser somado ao salário mensal comum para escolher a faixa. O INSS orienta que a contribuição sobre o décimo terceiro seja calculada separadamente da remuneração mensal.
No caso de Carlos, portanto, o desconto do INSS sobre o décimo terceiro segue cálculo próprio e não transforma automaticamente o salário mensal em uma remuneração maior naquele mês para fins de enquadramento da contribuição regular.
O que mudou de fato em 2026?
A estrutura de alíquotas progressivas — 7,5%, 9%, 12% e 14% — foi mantida. O que mudou foram os limites monetários das faixas, ajustados para 2026.
Também foram atualizados o piso e o teto previdenciários. A Portaria Interministerial MPS/MF nº 13 estabeleceu que, a partir de 1º de janeiro de 2026, o salário de contribuição não pode ser inferior a R$ 1.621,00 nem superior a R$ 8.475,55.
Como aplicar a tabela ao seu caso
Se você é empregado, doméstico ou trabalhador avulso, primeiro identifique a remuneração usada como salário de contribuição. Depois, distribua o valor entre as faixas da tabela progressiva. Não multiplique simplesmente o salário inteiro pela maior alíquota atingida.
Se você é contribuinte individual, facultativo ou MEI, verifique qual plano previdenciário realmente se aplica ao seu enquadramento. Nesse grupo, as alíquotas e bases seguem regras diferentes da tabela progressiva dos empregados.
No exemplo hipotético, Carlos descobriu que seu salário de R$ 4.000,00 entra na faixa nominal de 12%, mas isso não significa desconto de R$ 480,00. Como cada parte do salário passa por uma alíquota diferente, o total aproximado é de R$ 368,61.
Resumo da tabela do INSS em 2026
7,5% até R$ 1.621,00;
9% de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84;
12% de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27;
14% de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55;
teto do salário de contribuição: R$ 8.475,55;
MEI e facultativo de baixa renda: 5% do salário mínimo, equivalente a R$ 81,05 na parcela previdenciária;
plano simplificado: 11% de R$ 1.621,00, equivalente a R$ 178,31;
plano normal: 20%, entre R$ 324,20 e R$ 1.695,11.
Os números acima correspondem à tabela oficial válida a partir da competência janeiro de 2026. Para salários, vínculos ou situações de contribuição atípicas, a folha de pagamento ou o recolhimento pode exigir regras adicionais. Quando houver dúvida sobre enquadramento, vale conferir diretamente os canais oficiais do INSS antes de emitir ou pagar uma contribuição.